Quem sou eu
- Rose
- Campinas, SP, Brazil
- Eu amo músicas(tocar e ouvir), minha família, livros,filmes e a natureza.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
SAUDADE
Trancar o dedo numa porta dói.Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói.Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância.Saudade de um filho que estuda fora. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzbier; se ela continua preferindo Margarita; se ela continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ela continua cantando tão bem; se ela continua detestando o Mc Donald's; Se ele continua amando; Se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler... (Miguel Falabella)
Procura-se um amante!
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores. Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:"Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?! "Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: AMANTE é "aquilo que nos apaixona".É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir levando".E o que é "ir levando"? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã. Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista da SUA VIDA...Acredite: o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um amante .A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: "PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA."(Dr. Jorge Bucay - tradução do original "Hay que buscarse um Amante")
"O tempo pode apagar lembranças de um rosto, um corpo, mas jamais apagará lembranças de Pessoas que souberam fazer de pequenos instantes, grandes momentos."
"Se você quer transformar o mundo, mexa primeiro em seu interior."( Dalai Lama )
"Se a criança não receber a devida atenção, em geral, quando adulta, tem dificuldade de amar seus semelhantes." (Dalai-Lama)
"A essência de toda a vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é a sua atitude para com os outros". (Dalai-Lama)
"Mantenham a mente aberta, assim como a capacidade de se preocupar com a humanidade e a consciência de fazer parte dela" (Dalai-Lama)
FRASES
"Se você viver cem anos eu quero viver cem anos menos um dia, assim nunca terei de viver sem você"- Winnie Pooh.
"As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem."
"Covarde não é aquele que chora por amor, e sim aquele que não ama por medo de chorar."
"As mais lindas coisas da vida, não podem ser vistas nem tocadas mas sim sentidas pelo coração"
"A mentira que beneficia vale mais do que a verdade que molesta."
"Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia." (Paulo Coelho)
"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita." (Mahatma Gandhi)
Frases pequenas 1
Amor é quando as diferenças não são mais capazes de separar. (J. de Bourbon Busset)
Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores” (Cora Caralina)
É preciso correr riscos, seguir certos caminhos e abandonar outros. Nenhuma pessoa é capaz de escolher sem medo. (Paulo Coelho)
A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nos enquanto vivemos. (Norman Cuisins)
O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar. (Charles Chaplin)
Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade. (Gottfried Leibnitz)
O amor não é apenas um sentimento:é também uma arte. (H. de Balzac)
Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores” (Cora Caralina)
É preciso correr riscos, seguir certos caminhos e abandonar outros. Nenhuma pessoa é capaz de escolher sem medo. (Paulo Coelho)
A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nos enquanto vivemos. (Norman Cuisins)
O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar. (Charles Chaplin)
Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade. (Gottfried Leibnitz)
O amor não é apenas um sentimento:é também uma arte. (H. de Balzac)
terça-feira, 9 de junho de 2009
Risos para fugir da depressão
Americanos aderem a clubes de riso para fugir da depressão
Sabrina Hattar e cerca de 100 outras pessoas cruzaram as pernas, dançaram nas pontas dos pés e riram muito. Depois eles bateram palmas enquanto cantavam: "Ra, ra, ra, ro, ro, ro", finalizando uma série de exercícios de riso.
O grupo lotou a biblioteca central de Aurora, Colorado, recentemente, para um seminário gratuito sobre a risada, marcado para ajudar as pessoas a deixarem de lado o momento sombrio da economia.
No final da noite, Hattar (que trabalha como motorista de ônibus apesar de ter diploma em saúde ambiental) estava "nas nuvens" e ainda sorrindo ao sair de lá. Ela disse que imaginava precisar de um pouco mais de graça em sua vida. "Eu estou recebendo muitas respostas que dizem que as companhias simplesmente não estão contratando no momento", afirmou a recém-formada. "As contas estão se acumulando. Algumas vezes a única saída é rir".
Por que não, dizem os líderes da risada certificada Judy Nosler e Gail Birks. É uma terapia gratuita que melhora seu humor, diminui o stress e o isolamento social, além de baixar sua pressão sanguínea e o colesterol, de acordo com estudos científicos.
Aparentemente o humor não tem muito peso nesta equação. Não há atuação ou comédia nestes clubes, apenas uma série de exercícios. "Nós basicamente dizemos às pessoas que forcem a risada a sair de seus corpos", disse Nosler. "Esperamos que assim estimulem a risada autêntica. O humor é algo subjetivo. As piadas nem sempre conseguem fazer rir".
Nosler e Birks admitem que os clubes do riso não são para qualquer um. Mas muitos (mesmo os que estão passando pela dor da perda, depressão, separação) podem se permitir rir pelo menos durante alguns minutos do dia.
"Nós não estamos dizendo que a risada é a cura da depressão", disse Birks. "Com prática, quando se ri todos os dias, ela pode se tornar algo natural. Você olha em torno de si mesmo e vê mais alegria".
Estudos científicos mostram que os aspectos positivos e benefícios emocionais da risada são abundantes.
Uma pessoa queima mais calorias com uma risada de três minutos do que correndo 10 em uma esteira, de acordo com um estudo. Rir e se exercitar produzem efeito similar no corpo, disse Dr. Lee Berk, diretor de pesquisa molecular na Universidade Loma Linda na Califórnia.
Um estudo recente de Berk mostrou que uma risada de 20 minutos consegue baixar a pressão sanguínea e o nível de colesterol em até seis pontos. "É curioso que algo tão gostoso e simples possa baixar a pressão", disse Berk.
A risada também parece melhorar o sistema imunológico ao aumentar a quantidade de anticorpos na saliva que ajuda a combater as infecções na boca e no trato respiratório, disse Berk. "A verdade é que não há nada mais mortal do que o estresse e é provavelmente o sentimento mais contraproducente que alguém pode ter", ele disse.
As pessoas que têm dificuldades em rir devem seguir o exemplo dos mais novos. As crianças riem em média 400 vezes ao dia, enquanto os adultos riem apenas cinco. Wilson espera que mais pessoas integrem clubes do riso por causa da situação atual da economia.
"Você perdeu sua casa. Você perdeu seu emprego. Eu não acho que as pessoas devam dizer 'Venha dar uma risada e tudo ficará bem'", disse Wilson. "Mas se você puder encontrar algum humor em alguma coisa, mesmo que momentaneamente, isso pode restaurar seu equilíbrio emocional".
The New York Times
Sabrina Hattar e cerca de 100 outras pessoas cruzaram as pernas, dançaram nas pontas dos pés e riram muito. Depois eles bateram palmas enquanto cantavam: "Ra, ra, ra, ro, ro, ro", finalizando uma série de exercícios de riso.
O grupo lotou a biblioteca central de Aurora, Colorado, recentemente, para um seminário gratuito sobre a risada, marcado para ajudar as pessoas a deixarem de lado o momento sombrio da economia.
No final da noite, Hattar (que trabalha como motorista de ônibus apesar de ter diploma em saúde ambiental) estava "nas nuvens" e ainda sorrindo ao sair de lá. Ela disse que imaginava precisar de um pouco mais de graça em sua vida. "Eu estou recebendo muitas respostas que dizem que as companhias simplesmente não estão contratando no momento", afirmou a recém-formada. "As contas estão se acumulando. Algumas vezes a única saída é rir".
Por que não, dizem os líderes da risada certificada Judy Nosler e Gail Birks. É uma terapia gratuita que melhora seu humor, diminui o stress e o isolamento social, além de baixar sua pressão sanguínea e o colesterol, de acordo com estudos científicos.
Aparentemente o humor não tem muito peso nesta equação. Não há atuação ou comédia nestes clubes, apenas uma série de exercícios. "Nós basicamente dizemos às pessoas que forcem a risada a sair de seus corpos", disse Nosler. "Esperamos que assim estimulem a risada autêntica. O humor é algo subjetivo. As piadas nem sempre conseguem fazer rir".
Nosler e Birks admitem que os clubes do riso não são para qualquer um. Mas muitos (mesmo os que estão passando pela dor da perda, depressão, separação) podem se permitir rir pelo menos durante alguns minutos do dia.
"Nós não estamos dizendo que a risada é a cura da depressão", disse Birks. "Com prática, quando se ri todos os dias, ela pode se tornar algo natural. Você olha em torno de si mesmo e vê mais alegria".
Estudos científicos mostram que os aspectos positivos e benefícios emocionais da risada são abundantes.
Uma pessoa queima mais calorias com uma risada de três minutos do que correndo 10 em uma esteira, de acordo com um estudo. Rir e se exercitar produzem efeito similar no corpo, disse Dr. Lee Berk, diretor de pesquisa molecular na Universidade Loma Linda na Califórnia.
Um estudo recente de Berk mostrou que uma risada de 20 minutos consegue baixar a pressão sanguínea e o nível de colesterol em até seis pontos. "É curioso que algo tão gostoso e simples possa baixar a pressão", disse Berk.
A risada também parece melhorar o sistema imunológico ao aumentar a quantidade de anticorpos na saliva que ajuda a combater as infecções na boca e no trato respiratório, disse Berk. "A verdade é que não há nada mais mortal do que o estresse e é provavelmente o sentimento mais contraproducente que alguém pode ter", ele disse.
As pessoas que têm dificuldades em rir devem seguir o exemplo dos mais novos. As crianças riem em média 400 vezes ao dia, enquanto os adultos riem apenas cinco. Wilson espera que mais pessoas integrem clubes do riso por causa da situação atual da economia.
"Você perdeu sua casa. Você perdeu seu emprego. Eu não acho que as pessoas devam dizer 'Venha dar uma risada e tudo ficará bem'", disse Wilson. "Mas se você puder encontrar algum humor em alguma coisa, mesmo que momentaneamente, isso pode restaurar seu equilíbrio emocional".
The New York Times
O compositor que rompia barreiras: Beethoven
Ludwig van Beethoven nasceu em Bonn, na Alemanha, provavelmente em 16 de dezembro de 1770 (já que seu batismo data de 17 de dezembro e era o costume da época batizar as crianças logo após o nascimento).
Foi compositor erudito na época de transição do Classicismo para o Romantismo. Muitos críticos o consideram o maior compositor do século XIX, enquanto outros o consideram um dos poucos que merecem o adjetivo de “gênio”.
Neto e filho de músicos, Ludwig recebeu do pai, Johann van Beethoven, as primeiras lições. Seu avô descendia de belgas, donde herdou o van no nome, que diferentemente do von alemão, não representava um distinção de nobreza. Seu pai era tenor na corte de Colônia, onde lecionava; sofria de alcoolismo e costumava ser bastante exigente com a formação musical do filho, que sempre revelou extraordinário talento neste campo, sendo considerado um menino prodígio já aos 12 anos.
A mãe de Ludwig, Maria Madalena Keverich (1746-1787), era viúva quando se casou com Johann, e já havia tido um filho que morrera pouco tempo depois de nascer. A família de Beethoven passou por dolorosas situações. Dos 7 filhos que tiveram, apenas 3 sobreviveram.
Mas é impressionante observar como a natureza, através de um família aberta à vida, é capaz de surpreender maravilhosamente a humanidade através de exemplos reais.
Num conhecido diálogo entre Jerôme Lejeune, um dos maiores geneticistas do século XX, descobridor da Síndrome de Down e defensor da vida, com o médico abortista Monod durante um debate pela televisão, o prof. Lejeune perguntou:
Lejeune: “Sabendo-se que um pai sifilítico, e uma mãe tuberculosa tiveram quatro filhos: o primeiro, cego de nascença; o segundo, morto logo após o parto; o terceiro, surdo-mudo; o quarto, tuberculoso, e que a mãe ficou grávida de um quinto filho, o que o senhor faria?”
Monod: “Eu interromperia essa gestação”.
Lejeune: “Então o senhor teria matado Beethoven”.
Como nem Monod nem outro médico abortista estavam presentes na ocasião, Beethoven nasceu. No total, teve sete irmãos, cinco deles faleceram já na infância. Dos filhos vivos, Beethoven foi o primeiro, Caspar o segundo e Nicolaus o terceiro.
Com 9 anos de idade, Beethoven foi confiado ao organista Christian Gottlob Neefe. Compôs suas primeiras peças aos 11 anos. Em 1784, era já o segundo organista da capela do Eleitor. Pouco depois, era o violetista da orquestra da corte.
Em 1787, foi enviado para Viena para estudar um tempo com Mozart, que já estava enfermo, mas teve de voltar a Bonn devido à morte de sua mãe. Com o pai em estado de alcoolismo agudo e com a morte do irmão, passou a ser tutor de seu sobrinho.
Em 1792, muda-se definitivamente para Viena, onde continua seus estudos com Franz Josef Haydn . Durante os anos 90 (do século XVIII), consolida sua reputação como pianista e compõe suas primeiras obras:
Três Sonatas para piano Op.2 (1795)
Concerto para Piano No.1 em Dó maior Op.15 (1795)
Sonata No.8 em Dó menor Op.13 [Sonata Patética] (1798)
Seis Quartetos de cordas Op.18 (1800).
Em 1801, Beethoven diz que não está satisfeito com o que compôs até aquele o momento e decide seguir um “novo caminho”. Dois anos depois é possível apreciar o resultado deste “novo caminho”: Sinfonia No.3 em Mi bemol maior Op.55 [Eroica] é obra sem precedentes na música sinfônica e marca o início do período Romântico na Música Erudita.
Os primeiros sinais de surdez surgiram antes que Beethoven completasse 30 anos. Foi extremamente difícil para ele, homem de temperamento forte, aceitar esta situação:
"Era-me impossível dizer às pessoas: 'fale mais alto, grite, porque sou surdo'. Como eu podia confessar uma deficiência do sentido que em mim deveria ser mais perfeito que nos outros, um sentido que eu antes possuía na mais alta perfeição?", escreveu a seus irmãos.
Tentou diferentes tratamentos, todavia nenhum deles fez efeito. O desespero e a depressão foram tomando conta de Beethoven, que chegou a considerar a possibilidade de suicidar-se. Felizmente conseguiu reagir e, usando suas próprias palavras, "agarrar o destino pela garganta".
Enfrentando a surdez progressiva, Beethoven lecionava piano, vendia suas partituras e dava concertos para sustentar-se. Era ele também o responsável pelo sustento dos seus dois irmãos. Estes anos foram os mais ricos em quantidade de obras compostas. Somente a partir de 1 809 começa a ser ajudado por três aristocratas vienenses (o Arquiduque Rudolph, o Príncipes Kinsky e o Príncipe Lobkowitz).
Beethoven ficou totalmente impossibilitado de ouvir aos 46 anos. Em completa surdez compôs ainda 44 obras musicais. Ele não é o único músico que compôs estando 100% surdo, porém é o caso mais conhecido, principalmente pela qualidade de seu trabalho.
A surdez possibilitou que Beethoven se tornasse mais introspectivo, profundo, contemplativo e livre das convenções musicais. Cria, então, algumas de suas maiores obras:
Sonata No.29 em Si bemol maior op.106 [Hammerklavier] (1818)
Sonata No.30 em Mi maior Op.109
Sonata No.31 em Lá bemol maior Op.110 (1822)
Sonata No.32 em Dó menor Op.111 (1822)
Variações Diabelli Op.120 (1823)
Missa Solemnis Op.123 (1823)
Em 1824 é executada pela primeira vez a sinfonia que muitos consideram a obra-prima de Beethoven: Sinfonia No.9 em Ré menor Op.125.
O texto provém do poema de Schiller, “Ode à Alegria”, adaptado pelo próprio Beethoven. Um coral é inserido em certo movimento da sinfonia, algo inédito na música até então.
A Nona sinfonia de Beethoven é uma das músicas mais conhecidas e tocadas no mundo, já foi incluída na trilha sonora de diversos filmes. Outra composição muito famosa de Beethoven, que se popularizou, é a Quinta sinfonia : nos anos 70, sua versão eletrônica virou sucesso nas discotecas e, anos depois, foi usada em propaganda para vender lâminas de barbear ("tchan, tchan, tchan, tchan").
Em 1825, Beethoven compareceu ao ensaio fechado de um grupo que executaria o seu Quarteto em mi bemol maior op. 127. De modo surpreendente, chamou a atenção dos músicos para os menores erros na execução. "Seus olhos seguiam os arcos, e assim ele era capaz de notar as menores flutuações no tempo ou no ritmo, e corrigi-las na hora", afirmou um dos violinistas, Joseph Böhn.
Os últimos anos de Beethoven foram em grande parte dedicados à composição de quartetos de cordas, tendo por resultado obras consideradas visionárias, como:
Quarteto em Mi bemol maior Op.127 (1825)
Quarteto em Lá menor Op.132 (1825)
Quarteto em Si bemol maior Op.130 (1826)
Grande Fuga Op.133 (1826)
Quarteto em Dó sustenido menor Op.131 (1826)
Quarteto em Fá maior Op.135 (1826).
Ludwig van Beethoven faleceu de cirrose hepática, após contrair pneumonia. Era 26 de março de 1827. Nesta época estava trabalhando no que seria a sua Décima Sinfonia. Cerca de 10 mil pessoas foram aos seus funerais, entre elas Franz Schubert.
É inegável a influência que Beethoven exerceu na história da música. Tendo enfrentado significativas dificuldades tanto na sua carreira como na sua vida pessoal e familiar, disse certa vez: "Parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado a ele tudo o que ainda germinava em mim". O mundo agradece.
Foi compositor erudito na época de transição do Classicismo para o Romantismo. Muitos críticos o consideram o maior compositor do século XIX, enquanto outros o consideram um dos poucos que merecem o adjetivo de “gênio”.
Neto e filho de músicos, Ludwig recebeu do pai, Johann van Beethoven, as primeiras lições. Seu avô descendia de belgas, donde herdou o van no nome, que diferentemente do von alemão, não representava um distinção de nobreza. Seu pai era tenor na corte de Colônia, onde lecionava; sofria de alcoolismo e costumava ser bastante exigente com a formação musical do filho, que sempre revelou extraordinário talento neste campo, sendo considerado um menino prodígio já aos 12 anos.
A mãe de Ludwig, Maria Madalena Keverich (1746-1787), era viúva quando se casou com Johann, e já havia tido um filho que morrera pouco tempo depois de nascer. A família de Beethoven passou por dolorosas situações. Dos 7 filhos que tiveram, apenas 3 sobreviveram.
Mas é impressionante observar como a natureza, através de um família aberta à vida, é capaz de surpreender maravilhosamente a humanidade através de exemplos reais.
Num conhecido diálogo entre Jerôme Lejeune, um dos maiores geneticistas do século XX, descobridor da Síndrome de Down e defensor da vida, com o médico abortista Monod durante um debate pela televisão, o prof. Lejeune perguntou:
Lejeune: “Sabendo-se que um pai sifilítico, e uma mãe tuberculosa tiveram quatro filhos: o primeiro, cego de nascença; o segundo, morto logo após o parto; o terceiro, surdo-mudo; o quarto, tuberculoso, e que a mãe ficou grávida de um quinto filho, o que o senhor faria?”
Monod: “Eu interromperia essa gestação”.
Lejeune: “Então o senhor teria matado Beethoven”.
Como nem Monod nem outro médico abortista estavam presentes na ocasião, Beethoven nasceu. No total, teve sete irmãos, cinco deles faleceram já na infância. Dos filhos vivos, Beethoven foi o primeiro, Caspar o segundo e Nicolaus o terceiro.
Com 9 anos de idade, Beethoven foi confiado ao organista Christian Gottlob Neefe. Compôs suas primeiras peças aos 11 anos. Em 1784, era já o segundo organista da capela do Eleitor. Pouco depois, era o violetista da orquestra da corte.
Em 1787, foi enviado para Viena para estudar um tempo com Mozart, que já estava enfermo, mas teve de voltar a Bonn devido à morte de sua mãe. Com o pai em estado de alcoolismo agudo e com a morte do irmão, passou a ser tutor de seu sobrinho.
Em 1792, muda-se definitivamente para Viena, onde continua seus estudos com Franz Josef Haydn . Durante os anos 90 (do século XVIII), consolida sua reputação como pianista e compõe suas primeiras obras:
Três Sonatas para piano Op.2 (1795)
Concerto para Piano No.1 em Dó maior Op.15 (1795)
Sonata No.8 em Dó menor Op.13 [Sonata Patética] (1798)
Seis Quartetos de cordas Op.18 (1800).
Em 1801, Beethoven diz que não está satisfeito com o que compôs até aquele o momento e decide seguir um “novo caminho”. Dois anos depois é possível apreciar o resultado deste “novo caminho”: Sinfonia No.3 em Mi bemol maior Op.55 [Eroica] é obra sem precedentes na música sinfônica e marca o início do período Romântico na Música Erudita.
Os primeiros sinais de surdez surgiram antes que Beethoven completasse 30 anos. Foi extremamente difícil para ele, homem de temperamento forte, aceitar esta situação:
"Era-me impossível dizer às pessoas: 'fale mais alto, grite, porque sou surdo'. Como eu podia confessar uma deficiência do sentido que em mim deveria ser mais perfeito que nos outros, um sentido que eu antes possuía na mais alta perfeição?", escreveu a seus irmãos.
Tentou diferentes tratamentos, todavia nenhum deles fez efeito. O desespero e a depressão foram tomando conta de Beethoven, que chegou a considerar a possibilidade de suicidar-se. Felizmente conseguiu reagir e, usando suas próprias palavras, "agarrar o destino pela garganta".
Enfrentando a surdez progressiva, Beethoven lecionava piano, vendia suas partituras e dava concertos para sustentar-se. Era ele também o responsável pelo sustento dos seus dois irmãos. Estes anos foram os mais ricos em quantidade de obras compostas. Somente a partir de 1 809 começa a ser ajudado por três aristocratas vienenses (o Arquiduque Rudolph, o Príncipes Kinsky e o Príncipe Lobkowitz).
Beethoven ficou totalmente impossibilitado de ouvir aos 46 anos. Em completa surdez compôs ainda 44 obras musicais. Ele não é o único músico que compôs estando 100% surdo, porém é o caso mais conhecido, principalmente pela qualidade de seu trabalho.
A surdez possibilitou que Beethoven se tornasse mais introspectivo, profundo, contemplativo e livre das convenções musicais. Cria, então, algumas de suas maiores obras:
Sonata No.29 em Si bemol maior op.106 [Hammerklavier] (1818)
Sonata No.30 em Mi maior Op.109
Sonata No.31 em Lá bemol maior Op.110 (1822)
Sonata No.32 em Dó menor Op.111 (1822)
Variações Diabelli Op.120 (1823)
Missa Solemnis Op.123 (1823)
Em 1824 é executada pela primeira vez a sinfonia que muitos consideram a obra-prima de Beethoven: Sinfonia No.9 em Ré menor Op.125.
O texto provém do poema de Schiller, “Ode à Alegria”, adaptado pelo próprio Beethoven. Um coral é inserido em certo movimento da sinfonia, algo inédito na música até então.
A Nona sinfonia de Beethoven é uma das músicas mais conhecidas e tocadas no mundo, já foi incluída na trilha sonora de diversos filmes. Outra composição muito famosa de Beethoven, que se popularizou, é a Quinta sinfonia : nos anos 70, sua versão eletrônica virou sucesso nas discotecas e, anos depois, foi usada em propaganda para vender lâminas de barbear ("tchan, tchan, tchan, tchan").
Em 1825, Beethoven compareceu ao ensaio fechado de um grupo que executaria o seu Quarteto em mi bemol maior op. 127. De modo surpreendente, chamou a atenção dos músicos para os menores erros na execução. "Seus olhos seguiam os arcos, e assim ele era capaz de notar as menores flutuações no tempo ou no ritmo, e corrigi-las na hora", afirmou um dos violinistas, Joseph Böhn.
Os últimos anos de Beethoven foram em grande parte dedicados à composição de quartetos de cordas, tendo por resultado obras consideradas visionárias, como:
Quarteto em Mi bemol maior Op.127 (1825)
Quarteto em Lá menor Op.132 (1825)
Quarteto em Si bemol maior Op.130 (1826)
Grande Fuga Op.133 (1826)
Quarteto em Dó sustenido menor Op.131 (1826)
Quarteto em Fá maior Op.135 (1826).
Ludwig van Beethoven faleceu de cirrose hepática, após contrair pneumonia. Era 26 de março de 1827. Nesta época estava trabalhando no que seria a sua Décima Sinfonia. Cerca de 10 mil pessoas foram aos seus funerais, entre elas Franz Schubert.
É inegável a influência que Beethoven exerceu na história da música. Tendo enfrentado significativas dificuldades tanto na sua carreira como na sua vida pessoal e familiar, disse certa vez: "Parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado a ele tudo o que ainda germinava em mim". O mundo agradece.
sábado, 25 de abril de 2009
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